A Capital paraibana recebeu, neste domingo (26), no Busto de Tamandaré, a 3ª edição da Corrida Paraibana pelo Autismo, uma das maiores iniciativas do Brasil voltadas à inclusão e à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Realizado pela Prefeitura de João Pessoa, em parceria com a Associação Paraibana de Autismo (APA), o evento contou com a presença do prefeito Leo Bezerra, que destacou o trabalho realizado pela gestão municipal em benefício dos autistas.
Nós fazemos um trabalho muito especial em relação ao autismo e, por isso, quero agradecer a toda a nossa equipe, não só de Esporte, mas todas as secretarias, todos empenhados para que essas crianças e adultos autistas possam ter um melhor conforto. A Prefeitura vai estar sempre de portas abertas para as pessoas que mais precisam e que Deus possa abençoar a nossa gestão”, declarou o prefeito.
Marcus Alves, diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), destacou que a corrida é uma experiência que vem crescendo: “Este ano, tivemos 1.500 corredores, mas além do número, é a empolgação das pessoas, a motivação que elas têm para dar visibilidade à causa dos autistas e, principalmente, à política municipal em defesa do autismo que desenvolvemos há cinco anos na Funjope e na Prefeitura de João Pessoa, com o estímulo do prefeito Leo Bezerra. Ficamos muito contentes de poder ofertar à cidade uma corrida tão bonita e especial como essa”, pontuou.

A presidente da Associação Paraibana de Autismo (APA), Hosana Carneiro, também comemorou a realização da terceira edição da corrida: “Esse é um momento de concretização de sonhos. Chegar aqui com tantas pessoas correndo, sendo 300 autistas incluídos. Encontrar tantos gestores, pessoal da Educação, do Esporte, é uma demonstração de que a inclusão está realmente acontecendo em João Pessoa. O autista e sua família têm direito de estar aqui. Agradeço também a Marcus Alves, sempre à frente, estimulando e abraçando a causa”.
Famílias – Os pais e familiares que levaram suas crianças autistas para participar da 3ª edição da Corrida Paraibana pelo Autismo comemoraram a oportunidade da inclusão de seus filhos.
Aline Carvalho da Silva é mãe atípica de Natanael, 7 anos, e participou da corrida. Para ela, foi um momento especial ao lado do filho. “A importância dessa corrida é conscientizar as pessoas a ter mais empatia, a incluir, a colocar mais inclusão nas escolas. Acredito que hoje a maior dificuldade de uma mãe atípica com seus filhos é o acesso a algumas escolas e também à sociedade que ainda tem muito tabu sobre o tema autismo. Isso precisa mudar urgente. Aqui é uma forma de chamarmos a atenção para o que vivemos todos os dias. Não é fácil”, comentou.
Pai de Eric, de 7 anos, o comerciante Leandro Soares também ressaltou a relevância do evento. “Esse é um momento importante porque incentiva as pessoas a cuidar mais da saúde, mas também estimula as crianças atípicas. Sabemos que nem sempre os pais conseguem levar seus filhos autistas para eventos como esse. É bom demais quando o poder público trabalha e dá visibilidade à nossa causa”, destacou.
Artista autista – Um dos destaques desta edição foi a camisa oficial do evento, que trouxe uma arte criada pela artista plástica autista Anna Beatriz, de 14 anos. No local da corrida, ela realizou uma exposição de suas obras que retratam, principalmente, a figura feminina.
Ela tem esse dom, é autodidata. Desde pequena, observamos em casa e começamos a investir no material. Essas imagens saem da imaginação dela e ela coloca no papel. Nós colocamos molduras e estamos expondo agora. Beatriz tem suas limitações, mas nós tentamos abraçar e estimular para que ela vença e que tenha essa arte como profissão”, comentou Cristiane Jorge de Sousa Cavalcante, mãe de Beatriz.
Homenagem – Durante a corrida, a secretária de Educação e Cultura de João Pessoa, América Castro, e servidores da Pasta fizeram uma homenagem à professora Rejane Lira, que faleceu recentemente. Ela lembrou que Rejane era a chefe da Divisão de Educação Especial e que tinha um trabalho brilhante.
“Hoje temos um entendimento que a educação especial do Município tem um divisor que é antes e depois da professora Rejane Lira, que era dedicada, atenciosa, conhecia pelo nome todos os alunos da Rede com deficiência, sabia a história de cada um. Fará falta, mas eu tenho certeza de que ela, de lá, está guiando a gente que ficou aqui para continuar cuidando desse público que tanto precisa de ajuda”, destacou América Castro.









