Quatro pessoas são presas por venderem celulares a presos do PB1

Quatro pessoas foram presas em flagrante – entre elas dois agentes penitenciários – e uma pessoa foi autuada na operação “Black Friday”, deflagrada desta quarta-feira (19), em João Pessoa, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público Estado da Paraíba (Gaeco/MPPB), pela Delegacia Especializada no Combate ao Crime Organizado (Deccor) e pela Gerência de Inteligência e Segurança Orgânica da Secretaria de Administração Penitenciária (Gisop/Seap).

Elas são acusadas de integrar uma organização criminosa que comercializava aparelhos celulares no PB1, o presídio de segurança máxima ‘Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes’, localizado na Capital paraibana, e deverão ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa e passiva (artigos 317 e 333 do Código Penal), lavagem ou ocultação de ativos financeiros (artigo 1° da Lei 9.613/1998) e participação em organização criminosa (artigo 2° da Lei 12.850/2013).

Além das prisões, os órgãos que integram a operação também conseguiram recuperar alguns aparelhos celulares que foram comercializados na unidade prisional e providenciar o bloqueio de outros aparelhos.

Coletiva

As informações sobre a operação foram dadas em entrevista coletiva à imprensa, realizada na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, em João Pessoa. Participaram dela o promotor de Justiça e coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto; os secretários de Administração Penitenciária e de Segurança Pública e Defesa Social, Sérgio Fonseca de Souza e Cláudio Lima, respectivamente, e o delegado Allan Terruel.

O representante do Ministério Público da Paraíba explicou que após a explosão do PB1 – ocorrida no último dia 9, para resgatar apenados que cumpriam pena na unidade de segurança máxima e que resultou na fuga de mais de 90 presos -, os órgãos de segurança e inteligência constituíram uma força-tarefa para identificar as vulnerabilidades da unidade prisional e tentar compreender melhor o que havia acontecido. Segundo ele, a operação realizada hoje é um desdobramento dessa força-tarefa. “A utilização de equipamentos telefônicos em ambientes prisionais é um dos maiores males que atinge a sociedade como um todo, até porque é através desses aparelhos que vários crimes são gestados. Isso expõe a segurança do ambiente e dos próprios policiais”, disse.

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