Deputados repercutem mudanças no sistema eleitoral para 2018

A alteração no sistema eleitoral para as eleições de 2018 e 2020, que passará a ser feita pelo chamado distritão, aprovado pela omissão Especial da Câmara Federal foi tema discutido entre os parlamentares durante sessão desta quinta-feira (10), da Assembleia Legislativa.

Para o presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), o tema é polêmico porque de um lado se tem a sobrevivência dos partidos pequenos e do outro lado, o anseio popular e quem tem mais votos deveria entrar. Ele citou exemplos na própria Assembleia Legislativa que tem deputado eleito com 15 mil votos enquanto quem teve mais de 20 mil não se elegeu.

“É um assunto bastante polêmico, mas eu espero que a maioria no Congresso possa decidir de acordo com os anseios da população. Eu ainda não pensei muito nisso, mas se tivesse que votar, pesaria a questão da vontade popular. É um peso muito forte isso”, disse.

O deputado João Gonçalves (PDT) discordou da forma como a Reforma Política está sendo feita sem ouvir o povo. Segundo ele, era preciso a realização de um plebiscito para saber se o povo era favorável ou não a unificação das eleições com mandatos de 5 anos, ao financiamento público ou privada das campanhas,voto obrigatório ou não entre outras questões que afetam o eleitor e não o candidato.

“Esse arremedos de reformas que fazem em Brasília é só para satisfazer a vontade de cada eleição dos donos de partidos nada mais que isso. O fato de ser distrital ou distritão não interessa. O que interessa é ter voto. O que tem que se proibir é a compra de votos”, destacou o parlamentar.

A deputada Daniella Ribeiro (PP) acha que essa forma enfraquece a representatividade e o político que é eleito acaba por não representar a maioria dos que votaram.

“Eu vejo como um reflexo do que a sociedade espera porque muita gente até nem entende o sistema atual do coeficiente eleitoral de que quem tem menos voto acaba entrando e quem teve mais não conseguiu a vaga. É um tema que deve ser bem discutido com a participação da população”, enfatizou a deputada.

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