UFCG e UEPB vão se unir em paralisação nacional da Educação

As universidades Federal de Campina Grande e Estadual da Paraíba irão participar da mobilização nacional em prol da Educação, que deve ocorrer no dia 15 de maio em todo o país. A decisão foi tomada hoje, 09, em assembleias realizadas pelas instituições.

O objetivo é pressionar o Governo Federal a respeito dos cortes de 30% nos custeios das universidades e institutos federais, além do corte no Fundeb e FNDE.

Em entrevista à Rádio Campina FM, a professora e presidente da Adufcg, Luciana Leandro, disse que é importante a mobilização de toda a comunidade acadêmica da UFCG, como professores e alunos, mas também de outras instituições públicas e privadas que, no caso desta última, também correm risco de ter o Financiamento Estudantil (Fies) cortado.

– A adesão à greve nacional foi unânime em prol da luta a favor da Educação, para mostrar que a universidade pública é fundamental para o país e traz benefício para a sociedade. Não podemos calar diante desse ataque que tira direitos, pois os cortes vão ser em todas as áreas, não só na superior, mas também na básica com cortes no FNDE e Fundeb, que chega a 42%. É um ataque generalizado que também vai atingir os alunos de instituições privadas com os cortes no Fies – disse.

A presidente ainda destacou que, após essa paralisação, outra assembleia será realizada para deliberar sobre a greve da Universidade Federal de Campina Grande, já no próximo dia 14 de junho.

Em unanimidade também decidiram os professores da Universidade Estadual da Paraíba, que vão também participar da paralisação nacional.

À mesma Rádio, o professor e presidente da Aduepb, Nelson Júnior, disse que os professores e alunos vão estar juntos na mesma luta.

– Os professores aprovaram com unanimidade e juntamente com outras instituições do Brasil vão participar da greve nacional da Educação. É nosso dia de luta contra os cortes na Educação e contra a reforma da Previdência – contou.

Ainda na entrevista, o sindicalista disse que na assembleia com os professores realizada hoje foram deliberadas pautas em favor dos docentes da UEPB, como a cobrança ao governo do Estado dos cortes realizados à instituição, a reposição salarial dos ativos e inativos, entre outros.

Outra manifestação ficou marcada para ser realizada no mês de junho na Assembleia Legislativa e na frente do Palácio do governo, solicitando, por parte do governador João Azevêdo, a audiência pedida por meio de ofício no mês de janeiro e que ainda não foi atendida.

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