Servidores municipais de Campina Grande ameaçam entrar em greve

Os servidores municipais de Campina Grande que recebem acima do mínimo fazem nova assembleia extraordinária nesta quarta-feira, 25, desta vez na Câmara Municipal (CMCG), a partir das 9h. O indicativo de greve continua e a categoria pode deliberar pela paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira, 31.

A decisão foi tomada na assembleia previamente divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), realizada na manhã desta terça, 24, na AABB.

Houve ainda ato público, na própria CMCG, quando os trabalhadores protestaram contra o reajuste ínfimo de 2% concedido pelo prefeito Romero Rodrigues e contra a absurda emenda de autoria do vereador

“Alexandre do Sindicato”, aprovada pela bancada governista, que determina que este aumento não incide sobre nenhuma verba indenizatória.

Durante a manifestação, o presidente do Sintab, Nazito Pereira, frisou que a emenda é inconstitucional. “A maioria dos vereadores na verdade está trazendo aquele pacote de maldades do governo Temer para a prática, aquela ideia de reduzir cada vez mais o salário do trabalhador. Mas o Sintab e os servidores não aceitarão. É inconstitucional esta emenda ao projeto que o prefeito Romero sancionou no mês de maio – a bancada do governo, achando muito alto o índice de 2%, reduziu o reajuste quando determinou que ele incide apenas sobre o vencimento básico. Por isso vamos lutar até que o prefeito vete a emenda”, reiterou.

Foto: Ascom

A expectativa agora, como reforçou o vice-presidente do sindicato, Giovanni Freire, é sobre a promessa de negociação ainda nesta terça, com o prefeito Romero Rodrigues, feita na ocasião pela presidente da Câmara, vereadora Ivonete Ludgério, para viabilizar uma solução para a questão.

“Amanhã vamos retornar à Câmara para ouvir qual a resposta do prefeito para solucionar esta celeuma entre a Casa de Félix Araújo, que deveria ser do povo, e os servidores. Dependendo do que ouvirem, os trabalhadores podem sim decidir pela greve, que começaria na próxima terça-feira, dia 31”, detalhou.

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