No Piauí o presidente volta a falar em fezes: “cocô” são os corruptos

PARNAÍBA, PI (FOLHAPRESS) – Na visita ao interior do Piauí, nesta quarta (14), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a acusar os governadores do Nordeste de querer dividir o Brasil e fez piadas com o tamanho da cabeça dos nordestinos: “Eu não tenho cabeça grande, não, mas sou um cabra da peste”.

Bolsonaro também prometeu “varrer a turma de vermelho” nas próximas eleições e voltou a falar em fezes. “Vamos acabar com o cocô no Brasil. O cocô é essa raça de corrupto e comunista”, afirmou para centenas apoiadores presentes no aeroporto.

De verde e amarelo e com camisas com a imagem do presidente, os militantes gritavam “fora PT” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”.

Na sequência, o presidente seguiu para inaugurar escola do Sesc (Serviço Social do Comércio) que se chamará Presidente Jair Messias Bolsonaro.

Para garantir a homenagem, a Câmara Municipal fez manobra e, em sessão relâmpago nesta quarta, aprovou a cessão do prédio para a Fecomércio, que comanda o Sesc.

A escolha do nome se deu em meio a uma ação popular que argumenta que, mesmo estando sob usufruto do Sesc, o prédio da escola pertence ao município -a legislação impede que prédios públicos sejam batizados com o nome de pessoas vivas.

Com o imbróglio, o presidente do conselho regional do Sesc no Piauí, Valdeci Cavalcante, ordenou a retirada do letreiro com o nome de Bolsonaro –que retornará quando a questão for resolvida.

Com ensino militarizado, escola terá em seu currículo “educação, moral e cívica”, instaurada nas escolas durante a ditadura militar.

Além das disciplinas tradicionais, a escola também terá ensino de música, esportes e oferta de sete idiomas, incluindo alemão e mandarim.

Segundo Cavalcante, a escola terá como público alvo os filhos dos comerciários da região e terá como missão formar novos empresários.

Ao chegar à escola, Bolsonaro foi recebido por manifestantes que criticavam cortes de verbas na educação e chamaram o presidente de “exterminador de direitos”. Também havia apoiadores do presidente, vestidos de verde e amarelo. Não houve conflitos.

Nos dois atos, Bolsonaro foi acompanhado por um antigo aliado: o ex-governador do Piauí e atual prefeito de Parnaíba, Francisco de Moraes Souza (SD), o Mão Santa.

Mão Santa foi governador entre 1995 e novembro de 2001, quando foi cassado por abuso de poder econômico durante as eleições

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