Deputado discorda de posicionamento do irmão do prefeito de Campina Grande e lembra escândalo da ‘Famintos’

O líder do governo do Estado na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa, rebateu hoje declarações do deputado Moacir Rodrigues representante do Bolsonarismo sobre supostos atos de corrupção atribuídos ao governador João Azevedo e questionamentos sobre a constitucionalidade da Fundação PB Saúde.

Barbosa insinuou que Moacir não teria legitimidade para essas críticas, levando em conta as investigações sobre corrupção na prefeitura de Campina Grande, onde seu irmão Romero Rodrigues (PSD) é o prefeito. “Causa-me espécie que Vossa Excelência esqueça, ao cobrar apurações em relação a denúncias infundadas contra o governo estadual, de também exigir rigor nas investigações contra a gestão de seu irmão, o prefeito Romero Rodrigues. Ali o escândalo é grande e houve prisões”, reagiu o líder.

Famintos – As investigações foram iniciadas a partir de representação junto ao MPF, relatando a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB) mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. Dois secretários municipais (Administração e Educação) foram afastados pela Justiça, sendo que a ex-secretária de Educação Iolanda Barbosa que também ex-cunhada do prefeito Romero, foi presa temporariamente.

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

Famintos 2
A Segunda fase da Operação Famintos teve como foco contratos firmados diretamente entre empresas – que seriam de fachada – e as escolas municipais. São investigados crimes como fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e de corrupção na aquisição de gêneros alimentícios e merenda escolar. Oito pessoas foram presas. Até agora 16 pessoas já foram denunciadas pelo MPF à Justiça, por envolvimento no suposto ‘esquema’.

Famintos 3
Foi deflagrada no mês de setembro deste ano a terceira fase da ‘Operação Famintos’, em Campina Grande, pela Polícia Federal, que investiga fraudes nas verbas da merenda. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, um de prisão temporários e três de busca e apreensão. O objetivo da terceira fase foi dar continuidade às investigações para combater fraudes em licitações, superfaturamento de contratos administrativos, corrupção e organização criminosa. A operação contou com a participação de 20 policiais federais. As ordem foram expedidas pela 4ª Vara Federal de Campina Grande. Veja detalhes: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2019/09/26/pf-cumpre-mandados-de-prisao-e-busca-e-apreensao-em-3a-fase-da-operacao-famintos-na-paraiba.ghtml

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