Delegado detalha investigação contra os 11 vereadores presos em Santa Rita

A estimativa é que, pelo menos, R$ 1,5 milhões foram subtraídos dos cofres públicos, pelos onze vereadores da Câmara Municipal de Santa Rita, presos durante uma operação na madrugada desta terça-feira, 5.

O grupo de parlamentares está sendo acusado de utilizar o dinheiro para uma viagem com destino a Gramado, no Rio Grande do Sul.

Os dados foram divulgados, nesta terça-feira, 05, em uma emissora de rádio local, pelo delegado Allan Murilo Térruel, responsável pelo caso.

Esses valores são embasados a partir de dados de ranking e custos de diárias divulgadas na internet já que, conforme o delegado, todo o processo investigativo está em andamento.

Os vereadores foram levados para a Central de Polícia de João Pessoa e autuados em flagrante.

Segundo o delegado, o processo está na fase de formalização do flagrante. Por se tratar de uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado da Paraíba, com contribuições do Gaeco do Rio Grande do Sul, a investigação passa por etapas mais detalhadas.

– Está sendo arrecadada toda a documentação direcionada ao custeio. Não só dessa viagem, mas de outras também. Se as pessoas procurarem na internet, estão sendo divulgadas, nas redes sociais, materiais de viagens para várias cidades. Tudo isso, claro, vai servir de elemento a ser estudado – explicou a autoridade policial.

Apesar das buscas realizadas na manhã de hoje, o delegado Allan contou que algumas ações foram infrutíferas, já que a documentação não estava na Câmara Municipal, mas no escritório de contabilidade do contador que realiza o levantamento financeiro.

Ele enfatizou a importância de pessoas contribuírem nessas investigações, denunciando e comunicando à Polícia sobre novos fatos.

“Todos que tenham informações podem nos ajudar, para que esses dados possam ser transformados em novas investigações. É importante destacar que com relação ao papel do contador, ele se revelou, na verdade, um oficial de Justiça. Um funcionário concursado e que tem esse outro vínculo como contador na Câmara Municipal de Santa Rita. Ele era responsável pela operação e contabilidade gerada”, detalhou o delegado.

A autoridade acredita que novas investigações poderão surgir, já que existe a possibilidade de ser um “universo maior” de práticas criminosas.

O delegado não confirmou, mas a previsão é que os vereadores sejam conduzidos para uma audiência de custódia, entre esta terça (05) ou quarta-feira (06).

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