Deputada Luiza Erundina disse que tanto a Câmara Federal quanto o Congresso como um todo atuaram de costas para a sociedade

 

A posse dos novos Deputados Federais e Senadores eleitos vai acontecer no Plenário Ulisse Guimarães, nesta sexta-feira, 1º de fevereiro e a nossa equipe já está apostos lá em Brasília para fazer a cobertura da solenidade. Dando início aos trabalhos e, portanto, acompanhando todo o desenrolar dos acontecimentos na Câmara dos Deputados e Congresso Nacional, Edil Francis já marcou  sua presença nesta quarta-feira, conversando com a Deputada Federal pelo PSOL, Luiza Erundina, que começou falando da participação feminina dentro da política brasileira, ainda mais em se tratando da mulher nordestina.

Nascida na Cidade de Uiraúna, localizada na Região Geográfica imediata de Sousa, aos 83 anos e Deputada Federal por São Paulo, Luiza Erundina ganhou destaque nacional quando foi eleita a primeira mulher prefeita da metrópole paulistana representando o PT.

Inicialmente ela saudou seus conterrâneos dizendo da sua recente visita à sua terra natal e “fiquei impressionada com o desenvolvimento da minha cidade, do meu Estado de onde saí muito jovem, mas nunca esqueci das minhas raízes que permanecem na Paraíba e isso me deixa muito orgulhosa”.

Sobre representar a Cidade de São Paulo mais uma vez na Câmara Federal, sendo a Deputada mais velha, a paraibana disse que espera que “essa legislatura seja bem melhor que a anterior” pois que a última deixou muito a desejar. “A Câmara dos Deputados e o Congresso Nacional como um todo, atuaram de costas para a sociedade, não deram a contribuição que precisavam ter dado para preferir alguns graves problemas que o país acabou tendo que enfrentar e agora, certamente, não vai ser fácil porque nós temos uma correlação de forças bastante desfavorável do ponto de vista do interesse da sociedade brasileira, no enfrentamento das reformas que o novo Governo vem anunciando e lamentavelmente não serão reformas, no sentido de ampliar direitos e assegurar mais democracia, mais respeito aos direitos humanos, mas estaremos aqui com o mesmo empenho e dedicação de corresponder a confiança dos meus eleitores de São Paulo, dos meus conterrâneos e dizer que, o que depender de mim, nós vamos dar a resposta que o povo brasileiro espera, da Câmara dos Deputados, do Congresso Nacional de nosso país”, afirmou.

Sobre o ocorrido em Brumadinho, a Deputada Erundina respondeu que “nós estamos consternados, vendo o quanto o sistema capitalista é perverso, é cruel em nome de mais lucros, mais vantagens para o mercado financeiro que sacrificam vidas humanas, uma tragédia anunciada, já se sabia da insegurança dessas barragens e continuaram mantendo no mesmo nível de instabilidade qua havia e, quem sabe agora, o mercado financeiro, os empresários que lucram furtunas as custas desses que deram suas vidas para manter aquela empresa funcionando, no entanto a vida dessas mesmas pessoas não estava garantida da forma como se deu em Brumadinho e como se deu em Mariana”, lamentou.

A Deputada Federal pelo PSOL afirmou que vai exigir dessas empresas, como também do Governo “maior rigor na fiscalização dessas atividades de produção de minérios em nosso país e vamos exigir mais respeito aos direitos humanos, à vida humana e dessa forma aguardamos que nunca mais o Brasil tenha que enfrentar uma situação tão triste, tão constrangedora como essa que estamos vivendo nesses dias e que já haviamos vivido há três anos atrás lá em Mariana num mesmo Estado, o das Minas Gerais, que tem uma riqueza de subsolo extraordinária, mas lamentavelmente essa riqueza não tem ficado a serviço da maioria do povo, que são os trabalhadores, assalariados, aposentados e a população em geral”, concluiu.

Sobre sua atuação frente ao PSOL, Erundina afirmou que “nosso partido atua muito conjuntamente, nenhum de nós têm posições individuais, nós discutimos nossas opiniões, nós argumentamos a respeito sobre nossa posição sobre uma ou outra matéria e também na questão da Presidência da Casa, o PSOL sempre sai com uma candidatura própria, no caso nós temos o Marcelo Freixo, eleito como Deputado pelo Rio de Janeiro, inclusive ele já era pelo Rio como Deputado Estadual, foi candidato a Prefeito e Governador em várias ocasiões, uma liderança reconhecida não só no Rio de Janeiro, mas em todo o país, é o candidato do PSOL da Presidência da Câmara, eu já fui duas vezes, candidata, mas não conseguimos articular os partidos do nosso campo, o que é lamentável e, portanto, vamos ter nossa candidatura e esperar de um ou outra da bancada desse campo para ver se a gente consegue um desempenho, o melhor possível do nosso candidato Marcelo Freixo”.

Sobre a renúncia do Deputado Federal Jean Wyllys, a Deputada disse que “nós recebemos um golpe que nos trouxe grande sofrimento, grande dor, era um companheiro de muito valor, nós atuavamos aqui muito juntos, e eu pude testemunhar o grau de perseguição e de ameças que esse companheiro sofreu, eu ficava sempre ao lado e assisti a tudo nos últimos meses do ano passado, após o assassinato da nossa companheira Mariele Franco, e aí as ameaças se intensificaram e o companheiro Jean Wyllys virou alvo de, certamente,  um outro crime tão endiondo quanto o que ocorreu com Mariele”.

“Há dez meses, não se tem nenhuma informação mais precisa a respeito dos responsáveis por aquele crime, os mandantes, os executores, e o PSOL tem sido alvo de Fake News, portanto, notícias mentirosas e detratanto os nosso companheiros, o partido tem sido o foco de perseguição”, encerrou.

 

Magali Souto Maior

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