Procurador do Trabalho reage à nota da Arquidiocese sobre quebra de sigilo

Na queda de braço contra Igreja Católica, o procurador do Trabalho Eduardo Varandas reagiu à nota divulgada ontem pela Arquidiocese da Paraíba que o acusou de violar o sigilo do processo envolvendo o arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, e mais quatro padres (Jaelson Alves de Andrade, Ednaldo Araújo dos Santos e Severino Melo, além de Rui da Silva Braga). Na nota a Arquidiocese disse que o Procurador do Trabalho violou explicitamente o sigilo” ao conceder entrevista sobre a condenação, pela Justiça do Trabalho, sofrida pela Igreja Católica na Paraíba a pagar R$ 12 milhões por crimes de exploração sexual.

Varandas garantiu que não violou o sigilo e afirmou que tratou apenas de fatos de conhecimento público. Para ele, a igreja deveria por fim de vez as denúncias de escândalo sexual.

“O pronunciamento do MPT na televisão foi sobre fatos que já haviam ocorrendo e que já vinham sido publicados na imprensa. Em nenhum momento o MPT mencionou qualquer elemento ocorrido no âmbito da instrução processual e também não forneceu nenhum documento. Mas, a liberdade de expressão do procurador, sua opinião, isso é inviolável, independente de haver ou não segredo de Justiça. Ademais, o próprio poder judiciário encaminhou cópias da sentença à Unicef, OIT e eu não sei qual foi a fonte específica da reportagem.

Segundo o procurador, o que “mais espanta nessa história toda é que a igreja está mais preocupada em invocar o segredo de Justiça para que a sociedade paraibana não saiba o que está ocorrendo do que propriamente provar sua inocência e provar que está tomando providências para por fim à exploração sexual já reconhecida por sentença judicial”, disse Varandas.

“A finalidade do Ministério Público do Trabalho não é se contrapor à igreja católica. Nossa luta histórica é contra a exploração sexual. Em termos pessoais, não temos nada contra a igreja católica”

Redação

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