Em nota, vice-prefeito Manoel Júnior nega ter recebido propina da JBS; leia

Em nota encaminhada à imprensa neste sábado, dia 10, o vice prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, do PSC, quebrou o silêncio pela primeira vez após a acusação de que teria recebido propina da JBS. Júnior negou que tivesse qualquer tipo de participação em um suposto esquema de recebimento de propina, alvo das investigações da Operação Lava Jato.

Na nota, Manoel Junior disse ainda desconhecer o processo e garantiu nunca ter recebido doação ou qualquer tipo de contribuição da empresa JBS. Ele também afirmou que a ação que culminou com a busca e apreensão em sua residência foi derivada de depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro, a quem não conhece e nunca teve qualquer tipo de relação.

O vice-prefeito revelou que seus advogados estão diligenciando em Brasília para buscar informações sobre o processo e que após ter acesso aos autos, fará nova manifestação pública.

Confira a nota, na íntegra:

Nota

Em referência às notícias veiculadas sobre o mandado de busca e apreensão cumprido em imóvel de minha propriedade na manhã desta quinta-feira (09), as quais, de forma leviana e irresponsável, colocaram sob suspeição o exercício da minha atividade parlamentar enquanto deputado federal, venho a público, por meio da presente, me posicionar:

1 – Segundo soube pela imprensa, a ação foi derivada de depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro.

2 – Não conheço, não tenho, nem nunca tive qualquer tipo de relação com esta pessoa.

3 – Jamais recebi doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS para minhas campanhas.

4 – Meus advogados estão diligenciando em Brasília para buscar informações sobre o processo, que desconheço.

5 – Após ter acesso aos autos, ciente das circunstâncias que levaram a esta abusiva ação, farei nova manifestação.

6 – Nas funções públicas que exerci e na minha vida privada jamais pratiquei qualquer ato à margem da lei. O sentimento é de absoluta indignação. De outro lado, confiando na Justiça, coloco-me inteiramente à disposição de todas as Autoridades para quaisquer esclarecimentos em busca da verdade, que demonstrará, indubitavelmente, que nenhum ilícito foi cometido por mim seja no exercício ou não das minhas funções.

7 – Afirmo, com serenidade e segurança, que minhas atividades parlamentares nunca ultrapassaram os limites legais. Mantenho a tranquilidade de quem nada deve. As investigações demonstrarão que eventuais acusações contra minha pessoa, as quais desconheço, repito, serão devidamente esclarecidas provando que nenhuma irregularidade pratiquei.

 

Redação

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