Protesto de caminhoneiros esvazia prateleiras e eleva preços no Rio

Faltam legumes, verduras e frutas no Rio

Faltam legumes, verduras e frutas no Rio

 

terceiro dia do protesto de caminhoneiros em rodovias federais já começou a afetar o abastecimento de alimentos no Rio, assim como os preços dos produtos. Segundo comerciantes, o problema mais grave é com as cargas de legumes e verduras, que já estão em falta nesta quarta-feira (23) tanto no varejo como no atacado.

Waldir de Lemos, presidente da Associação Comercial dos Produtores e Usuários da Ceasa-RJ (central de abastecimento) de Irajá, na Zona Norte do Rio, explicou que o saco de 50 kg de batata, vendido geralmente a R$ 50, chegou a ser vendido nesta quarta-feira (23) por R$ 500. Ele prevê problemas caso não haja uma solução até a quinta-feira (24).

Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento de verduras em mercados da Zona Sul do Rio

Greve dos caminhoneiros afeta abastecimento de verduras em mercados da Zona Sul do RioCesta de legumes vazia na manhã desta quarta-feira (23) em supermercado em Copacabana, na Zona Sul do Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1 Rio)

Cesta de legumes vazia na manhã desta quarta-feira (23) em supermercado em Copacabana, na Zona Sul do Rio (Foto: Cristina Boeckel/G1 Rio)

“O quilo de tomate saiu daqui a R$ 8. Em supermercados, estava saindo a R$ 3 o quilo na segunda feira. Hoje, já não carregaram quase nada. Mas, amanhã principalmente, o consumidor vai começar a sentir o aumento dos preços”, explicou, prevendo até um possível fechamento da central.

“Se alguns caminhões de legumes que estão lá em Friburgo, não chegarem amanhã (quinta-feira), vai ser uma loucura. É capaz de o Ceasa fechar amanhã caso não haja uma solução”, explicou Waldir. Até o final da manhã, segundo ele, apenas dois caminhões haviam chegado ao Ceasa.

Em alguns supermercados, legumes e verduras estão em falta. Em Copacabana, na Zona Sul do Rio, lê-se na prateleira: “Senhores clientes, devido à greve dos caminhoneiros, alguns produtos da nossa quarta verde sofreram alterações. Desculpem pelo transtorno”.

De acordo com funcionários de um supermercado na rua Siqueira Campos, os preços não chegaram a aumentar porque o caminhão não veio. A informação foi confirmada por funcionários. A venda de frutas segue igual, com bancas cheias e sem a impressão de falta de nada. Mas a banca de verduras está praticamente vazia.

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Preços altos

Outros produtos também sofreram alta nos preços. O preço da cenoura (caixa 18 Kg), que custava na média de R$ 36 na semana passada, aumentou para R$ 60, com uma variação de 66%.

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