Enquanto ISEA passa por crise, instituto tem médico ganhando mais que ministro

Não é apenas em João Pessoa que a gestão municipal paga “supersalários” a profissionais de saúde. Em Campina Grande, a Rainha da Borborema,  o cenário também se repete, só que lá o salário chega a ser maior que o pago a médicos da Capital.

Segundo informações divulgadas no portal Sagres On Line, do Tribunal de Contas da Paraíba, parte dos recursos do Fundo Municipal de Saúde são destinados a mais de dez médicos que ganham, cada um, mais de R$ 20 mil mensais.

Mas um, em especial, supera esse valor. Trata-se do médico clínico geral, Doutor Elson da Cunha Lima Filho. Entre os meses de junho a setembro de 2017, conforme dados do Sagres, ele recebeu de remuneração bruta quase R$ 160 mil reais, uma média de R$ 40 mil/mensais. Os valores superam o salário pago ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB), que é de pouco mais de R$ 20 mil/mês, e também dos vereadores da cidade.

Os altos salários discrepam da situação da maternidade ISEA, onde o médico dá plantão. A mesma realidade não vive a médica Adriana Melo, que aparece percebendo pouco mais de R$ 17 mil/mês, menos da metade do que o recebido pelo médico Elson Cunha Lima Filho. A doutora Adriana é a responsável pelos primeiros estudos que relacionaram o aumento dos casos de microcefalia ao Zika Vírus

Há quase 20 anos, Adriana, que tem doutorado pela Unicamp, trabalha no setor de medicina fetal do Isea, maternidade pública de Campina Grande.

O instituto passa por diversas dificuldades por não oferecer condições de trabalho, com falta de material e de locais adequados para acomodar as gestantes e lactantes. Muitos médicos denunciaram que sequer material adequado e suficiente para realização dos atendimentos existe na unidade.

Não é a primeira vez que o descaso do ISEA é destaque na mídia. Em 2014 o instituto foi tema de matéria exibida no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, com destaque para o caso das mortes em apenas três meses, de 45 recém-nascidos, número considerado alarmante pelas autoridades de Saúde, no Isea.

Em tempo: segundo apurou a reportagem do PB Agora, os valores exorbitantes recebidos pelos médicos seriam referentes a “horas extras” e “plantões extras”.

VEJA DADOS DO SAGRES

PB Agora

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