Sintab confirma que merenda entregue as escolas e creches de Campina continua adulterada e cobra solução da PMCG

O Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Agreste da Borborema (Sintab) está denunciando uma suposta fraude na quantidade de alimentos distribuída para merenda escolar da rede municipal de ensino de Campina Grande. No vídeo divulgado por um membro do sindicato é possível ver que, em uma embalagem que indica 1kg de arroz, na verdade há 900 gramas do alimento.

Em nota, a Secretaria de Educação de Campina Grande (Seduc) informou que tem conhecimento do fato desde o mês de abril, e que decidiu notificar a empresa responsável pelo fornecimento da merenda. A empresa, por sua vez, deve apurar o que teria acontecido junto ao fabricante do arroz.

A embalagem de arroz mostra que há 1kg do alimento, enquanto a balança indica que há 900 gramas. A denúncia mostra ainda a pesagem em uma outra balança, feita para averiguar se havia algum erro no equipamento, mas a nova pesagem também indica a mesma quantidade, abaixo do exposto na embalagem.

Nesta terça-feira (4), após a divulgação dos vídeos nas redes sociais, a Seduc reiterou que nenhum estudante foi prejudicado, pois, segundo a nota, o fornecimento de merenda segue normalizado nas escolas.

“Se for comprovada qualquer irregularidade por parte do fornecedor, a secretaria está disposta a exigir a reposição do volume correto do produto, sem gerar nenhum prejuízo ou custo à Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande”, concluiu a Seduc.

Em outubro de 2021, merendeiras denunciaram que as embalagens de alimentos encaminhados para escolas municipais e Campina Grande estariam sendo adulteradas. Em vídeos divulgados na época, é possível ver o momento em que as merendeiras retiram uma etiqueta que está por cima da embalagem da carne, com o nome “lombo bovino” e por baixo tem o nome do verdadeiro corte da carne, que é “músculo dianteiro bovino”. Confira detalhes: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/10/20/merendeiras-identificam-adulteracao-em-embalagens-de-carnes-em-escolas-de-campina-grande.ghtml

Operação Famintos – Na gestão passada do ex-prefeito de Campina Romero Rodrigues, está foi marcada pela Operação Famintos, desencadeada no dia 24 de julho de 2019, em Campina Grande e outras cidades da Paraíba. A Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União investigaram um suposto esquema de desvios de recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), geridos pela Prefeitura de Campina Grande. O prejuízo ultrapassou R$ 2,3 milhões. A organização criminosa investigada por desviar o dinheiro, funcionava, de acordo com a Justiça, formalizando empresas de fachada através da utilização de documentos falsos ou de pessoas interpostas para ocultar a identidade dos reais administradores do conglomerado e das verdadeiras operações comerciais realizadas, resultando em violação ao caráter competitivo das licitações realizadas pelo município, contratos superfaturados e cobrança por bens e serviços não fornecidos de fato ao município.

Da Redação com G1