Cunha recebeu propina da JBS por empresa ligada a ex-assessor de Temer

Sandro Mabel O ex-deputado federal por Goiás Sandro Mabel atuou pesado no Congresso no golpe contra a presidente deposta Dilma Rousseff. Homem de confiança de Michel Temer, Mabel era uma espécie de “faz tudo” do peemedebista. O jornal Valor Econômico revelou em novembro do ano passado que Mabel atuava livremente no Palácio do Planalto e no Congresso sem ter nomeação oficial. A dizia que Mabel, peemedebista histórico, costumava despachar até em gabinetes das lideranças do governo e do PMDB na Câmara. Até ministros ficavam surpresos com a desenvoltura e a funcionalidade do ex-deputado goiano. Mabel foi designado, em ato de Temer, como “colaborador eventual” do governo – “função” criada por um decreto de 1967, que dá direito a uma sala no Palácio do Planalto, carro oficial, diárias, passagens e cartão corporativo, mas não a salário, pelo prazo de um ano, com direito a mais um de prorrogação. Demissão Em maio deste ano, alegando motivos familiares e de negócios, Mabel pediu exoneração do cargo de assessor especial de Michel Temer. No mesmo mês, o Ministério Público Federal em Goiás requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito contra Sandro Mabel, para apurar supostos ilícitos ocorridos em 2010, envolvendo ex-executivos da construtora Odebrecht. Conforme investigação no âmbito da Operação Lava Jato, ex-executivos da construtora relataram pagamentos feitos, supostamente para doação de campanha, a Mabel, que à época concorria a uma vaga de deputado federal.  

 
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