Após o último adeus, corpo de Pinto do Acordeon é sepultado na cidade de Patos

O corpo do cantor e compositor Pinto do Acordeon foi sepultado no fim da tarde desta quarta-feira (22), no município de Patos, no Sertão da Paraíba. Do Litoral ao Sertão, fãs, amigos e familiares renderam homenagens ao artista que alegrou, emocionou com suas músicas, poesias e que deixa um legado para a cultura nordestina.

Por volta das 16h30, o cortejo chegou ao Terreiro do Forró, local onde as comemorações juninas acontecem em Patos. No espaço, artistas, músicos e familiares puderam dar o último adeus ao músico que amava abrir as programações juninas na cidade. O caixão seguiu em uma viatura do Corpo de Bombeiros, mas várias pessoas acompanharam em carros e motos até o cemitério Parque Jardim da Paz.

Antes do sepultamento, ainda no Terreiro do Forró, um dos filhos,  Mô Lima, agradeceu ao povo patoense e muito emocionado, falou: “sabemos o amor que o meu pai tinha por esse chão, que é a cidade de Patos. A gente estava uma vez em Paris e ele disse: ‘vocês estão abismados com essa lata de velha, a Torre Eiffel? Bonito é Patos, minha terra, a Cruz da Menina. Lá de Teixeira a gente vê aquela beleza toda. E eu sinto nesse amo de Patos e o meu pai também”.

Francisco Ferreira de Lima (Pinto do Acordeon) nasceu no município de Conceição, no Vale do Piancó, na Paraíba, e morreu na terça-feira (21), aos 72 anos, após vencer um câncer na bexiga, mas ser acometido por um câncer de pulmão. Em sua vida artística, gravou seu primeiro LP em 1976. Mas de lá até os dias atuais, o cantor e compositor tinha vinte álbuns gravados entre CDs e LPs.

Já fez composição com Elba Ramalho, Genival Lacerda, Dominguinhos, Fagner, Os 3 do Nordeste e Trio Nordestino. Um de seus sucessos, “Neném Mulher”, ficou consagrado na voz de Elba Ramalho e foi tema da telenovela da Globo, Tieta. Pinto também chegou a ser eleito vereador de João Pessoa entre 1993 e 1997.

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