Trabalhadores da limpeza urbana voltam a parar coleta de lixo em Campina Grande

O Sindicato da limpeza urbana do Estado da Paraíba – SINDLIMP, e o Movimento Luta de Classes – MLC, optaram mais uma vez neste ano por paralisar as atividades dos serviços de limpeza urbana na cidade de Campina Grande. Essa é mais uma paralisação dos servidores da limpeza urbana na cidade, já são 10 na atual gestão municipal, recentemente Sintab denunciou o descaso do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) e do seu vice-prefeito Enivaldo Ribeiro (PP) com os garis, pela falta na distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s), mesmo em plena pandemia do novo coronavírus.

Segundo o sindicato, os trabalhadores aprovaram nesta quarta-feira (27) a paralisação de suas atividades para cobrar da empresa LimpMax, responsável pela coleta de lixo em Campina Grande, a liberação de mais EPIs e o pagamento de horas extras. De acordo com o diretor do Sindlimp, Josiel Jipinho, “o setor de segurança do trabalho tem dificultado a liberação de luvas, máscaras, álcool em gel, botas e uniformes”.

Segundo o sindicato, além dessa situação, após a conclusão de sua jornada de trabalho, os agentes de limpeza estão sendo obrigados a voltarem ao trabalho para garantir as metas abusivas de coleta no trecho, no entanto, há denúncias de que essas horas extras não estão sendo pagas.

O sindicato ressalta que diante dessa pandemia, a vida dos trabalhadores precisa ser prioridade, por isso é fundamental a garantia de EPIs. O Sindlimp cobra a contratação de mais agentes de limpeza para dar conta da responsabilidade da limpeza em Campina Grande e as horas extras devem ser pagas, ao invés de ameaçarem os trabalhadores de demissão.

Antigos problemas na mesma gestão – Antes dos problemas com a atual empresa contratada LimpMax, que vem sendo investigada por supostos crimes perante a justiça, dentre os quais de integrar o esquema de desvio de recursos públicos investigada pela ‘Operação Calvário’. Veja: http://fmrural.com.br/2019/12/29/empresa-contratada-por-romero-enivaldo-para-coleta-de-lixo-em-campina-e-citada-na-operacao-calvario/

A PMCG devido a não repasses contratuais tinha a mesma problemática com a antiga empresa a Light, por não pagar o ticket refeição e vale alimentação dos trabalhadores. Assista o depoimento do representante dos garis: https://youtu.be/XedUs7RHZvA

Vale ressaltar que até o começo de 2019 a empresa Light Engenharia e Comércio Ltda, já recebeu da PMCG mais de R$ 10.502.734,81. Veja detalhes: https://sagresonline.tce.pb.gov.br/#/municipal/fornecedores

Sintab reforça descaso da gestão – Para o presidente do Sintab, Nazito Pereira, os garis são mesmo invisíveis para a gestão municipal. “A situação é bastante grave e o Sintab tem feito seu papel ao longo dos anos. Temos enviado ofícios frequentemente ao secretário de obras e ao prefeito e até o momento nós não recebemos sequer uma sinalização de que haverá uma solução de fato”, contou. Veja detalhes: https://sintab.org.br/sintab-denuncia-descaso-da-prefeitura-de-campina-com-os-garis/

Redação

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